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20/9/2004
Emoções
e sentimentos provocados pela cor são debatidos
no II Encontro Brasileiro da Cor
Por
Nara Rezende e Rejane Carvalho
O
segundo dia de palestras (16/9) da Feitintas 2004, Feira
da Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos
Correlatos, foi marcado pela discussão dos múltiplos
aspectos da cor e da sua presença nos processos de
produção na indústria, na arquitetura
e nos interiores. Com a promoção da Associação
Pró-Cor do Brasil e apoio do Sitivesp e do MundoCor,
o II Encontro Brasileiro da Cor enfatizou o bem estar e
a qualidade de vida que proporciona o bom uso da cor, sendo
esta, considerada uma ferramenta valiosa pelos profissionais
de arte.
“O setor de tintas
vive da cor. E, o que define a pintura é basicamente
a cor em seus variados aspectos”, afirmou Roberto
Ferraiuolo, presidente do Sitivesp, Sindicato da Indústria
de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo. “As
palestras acrescentaram aspectos importantes para a renovação
do ambiente de trabalho da minha empresa. Eu, por exemplo,
vou corrigir o efeito provocado pela luz no espaço
de trabalho”, disse a representante comercial da Prêmio
Tintas, Viviane Romagnoli Guigon.
Para
Deise Marchezano de Mello, que apresentou a palestra “A
Cor na Indústria de Tintas”, a cor é
uma das formas mais baratas de renovação de
bens e, para o fabricante, atualmente, não representa
apenas um revestimento e, sim, um novo modo de pensar, uma
vestimenta.
Se, antes, as cores
oferecidas eram somente aquelas que passavam a idéia
de limpeza e higiene, com o tempo, todas ganharam destaque.
Na decoração de um ambiente, um toque colorido
provoca mudanças, por isso a necessidade da indústria
de tintas de criar produtos variados, oferecendo possibilidades
de personalização.
Além
de oferecer a cor, a indústria de tintas tem, hoje,
a necessidade de orientar o consumidor sobre o uso das cores.
“Houve uma transformação na postura
do fabricante. Eles trazem as orientações
necessárias para as pessoas, já que estas
não querem mais errar no uso das cores”, conta
Deise.
Mas, não é
só a cor que garante o resultado previsto pelo consumidor.
Para alcançar o efeito desejado, é importante
pensar na luz, no piso, enfim, nos fatores que interferem
naquilo que o consumidor deseja. “Deu para entender
muito bem como são estudadas as cores que vão
ser usadas e como podemos trabalhar a cor e a luz”,
declara a arquiteta Maria Cecília Harunari.
Não
é apenas no ambiente que a cor entra em cena. O humor
das pessoas e os aspectos psicológicos também
são associados às cores. Por isso, a escolha
de um espaço que atenda às preferências
pessoais é importante. “As cores afetam nossa
vida de maneira muito forte. Falamos que estamos brancos
de medo, ou com o humor negro e atribuímos aspectos
da nossa vida a ela”, comenta Vera Giraudon, professora
da Faculdade Belas Artes, que ministrou a palestra “A
Cor no Design de Interiores”.
O professor da escola
Técnica Júlio de Mesquita de Edificações
e Design de Interiores, Benedito da Cruz Rosa, que trouxe
cerca de quarenta alunos para o Encontro, afirmou que o
objetivo da instituição foi colocar os estudantes
com a realidade das empresas, além de proporcionar
a atualização nos conhecimentos e desviá-los
do âmbito da escola.
“As
palestras foram tão didáticas quanto técnicas.
Foi possível, portanto, para um leigo no assunto,
aprimorar seus conhecimentos e entender um pouco mais sobre
a influência da cor”, comenta Flávia
Luzia Lamberti, professora do curso de design de interiores
do Centro Universitário de Santo André.
A última palestra
da manhã, ministrada pela arquiteta Neide Senzi,
discutiu a relação da luz e da cor nos projetos
arquitetônicos. “Através da luz nós
também sentimos. Devemos saber usá-la e estudar
a reflexão. Pelas diferenças de luz e cor,
eu defino a forma e enfatizo os elementos da arquitetura”,
diz Neide. “O Brasil é um país que sonha
colorido. Eu diria que teremos um futuro com muito mais
cor”, conclui a professora Vera Giraudon.
Veja mais:
- Arquitetura urbana e
cor
- Difusão dos conhecimentos
sobre a cor
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