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FEITINTAS 2004
IV FEIRA DA INDÚSTRIA DE TINTAS E VERNIZES & PRODUTOS CORRELATOS


20/9/2004

Emoções e sentimentos provocados pela cor são debatidos
no II Encontro Brasileiro da Cor

Arquitetura urbana e cor

Por Nara Rezende e Rejane Carvalho

Em busca de soluções para barrar o caos no ambiente urbano e com a proposta de explorar o elemento cromático dentro desta atmosfera, o ciclo de palestras do II Encontro Brasileiro da Cor intitulado: “A Cor no Espaço Urbano” levou empresários, arquitetos, designers e pessoas do ramo de tintas a assistirem as palestras sobre o assunto.

A primeira palestra do bloco, sobre “Revitalização de Centros Urbanos – O exemplo de São Paulo”, fez uma viagem ao passado nas ruas da maior cidade da América Latina e trouxe o cenário de hoje. O assessor do Programa de Revitalização do Centro de São Paulo, Luiz Otávio da Silva, mostrou que o Centro já foi um local de prestígio, de ruas elegantes e com um comércio voltado para a população de classe média que deu lugar ao comércio ilegal de mercadorias, ambulantes, uso incorreto do espaço público, problemas de habitação e desvalorização imobiliária, além da falta de cor e de paisagem verde.

“O Centro São Paulo é um depositário da memória coletiva, os edifícios se confundem com a história da cidade”, disse Luiz Otávio. A revitalização pode ser vista em vários locais. Um exemplo é a Praça do Patriarca, que foi reformada. “É um toque de branco no meio do cinza”, brincou o palestrante.

A segunda palestra ministrada pelo prof. da FAU/USP, Issao Minami, falou sobre o tema “A Cor na Comunicação Visual”. Com vários trabalhos realizados em cidades brasileiras, entre elas Palmas-TO, o professor mostrou como utilizar as cores em conjunto com referenciais subliminares.

A cidade foi dividida pelas cores laranja, azul, vermelho e verde para cada local específico, norte, sul, leste, oeste. “Cor é vida, e quando as pessoas conseguem fazer a leitura de um código cromático existe uma adesão total”, explicou Minami. Em outro momento, ele ainda ilustrou como a biodiversidade pressupõe uma natureza cromática, a exemplo do projeto que realizou em Itaipu, onde ele uniu elementos da natureza à utilização das cores.

O presidente do Sitivesp, Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo, Roberto Ferraiuolo, fechou o ciclo de palestras com o tema “Tinta, Bem-Estar e Qualidade de Vida”. Ferraiuolo falou um pouco da cadeia de tintas, que no Brasil tem 60% do mercado voltado para a construção civil. No caso do espaço urbano “a tinta agrega valor ao bem pintado”, concluiu.

De modo geral, Ferraiuolo aposta que no caso do espaço urbano, o aumento do consumo de tintas é uma questão de mudança no hábito sócio-cultural da população. Portanto, se no ambiente urbano existe desigualdade social, logo o aspecto visual dos grandes centros deve, por meio da cor, transformar e motivar as pessoas socialmente.

Veja mais:
- Emoções e sentimentos provocados pela cor são debatidos no II Encontro Brasileiro da Cor
- Difusão dos conhecimentos sobre a cor

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