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18/9/2004
Qual
a cor do seu automóvel?
Por
Rejane Carvalho
O
estilista inglês Bill Kings foi um dos palestrantes
do I Encontro de Repintura e Complementos Automotivos, realizado
dia 17/9, na Feitintas 2004. Segundo ele, carro não
é apenas um meio de transporte, é parte do
nosso estilo de vida. O veículo traduz o que as pessoas
são, bem como suas preferências. Na hora da
compra, a cor é um fator importante, até mais
que o modelo do veículo e tudo que este oferece.
Fala-se da satisfação do desejo pessoal em
ter algo muito parecido consigo, e nada mais individual
que a escolha pela cor.
“Com este encontro
estaremos contribuindo para alavancar os negócios
do setor”, disse Paulo César Cansian, Coordenador
da Comissão de Repintura e Complementos Automotivos
do Sitivesp - Sindicato da Indústria de Tintas e
Vernizes do Estado de São Paulo.
A indústria de
repintura no Brasil, em função das dificuldades
econômicas, ficou com um número relativamente
estável nos últimos três anos. “O
nosso sindicato há dois anos criou uma comissão
de repintura automotiva, buscando estabelecer um ambiente
propício para um novo processo de crescimento desta
área”, explicou Roberto Ferraiuolo, Presidente
do Sitivesp.
A
cor é uma ferramenta do design muito poderosa e faz
vender veículos. “A primeira coisa que você
olha para qualquer objeto é a cor. Porque a cor é
surpreendente, afeta físico e emocionalmente. Podemos
arruinar um produto escolhendo a cor errada, e também
podemos salvar um produto ruim usando a cor certa”,
explicou Bill. Isto significa que, na indústria automotiva,
a cor tem que se adequar ao formato do carro.
Para a escolha
das tintas dos veículos é feito um estudo
da popularidade das cores em nível mundial. Durante
a palestra, Bill interagiu com o público presente.
Pediu para que todos colocassem num quadro as suas cores
preferidas. O resultado saiu de acordo com o que o brasileiro
realmente gosta quando o assunto é a cor do automóvel.
Em primeiro lugar a cor azul, e em segundo a prata. Na popularidade
mundial, a que vem em primeiro é a prata, com 37%
da preferência, logo em seguida o azul com 23%.
O resultado mundial
é influenciado, de certa maneira, pela disponibilidade
das cores nas concessionárias. “A facilidade
de encontrar um carro prata com pronta entrega é
bem maior que encontrar um azul”, falou Bill. Houve
uma baixa na procura da cor verde no mundo, e a partir disso,
as indústrias procuram desenvolver pigmentos verdes
que possam novamente chamar a atenção do público.
As novidades que Bill
Kings trouxe para a Feitintas 2004 foram as cores que estarão
no mercado daqui há três ou quatro anos. Este
é o tempo necessário para que a indústria
desenvolva o processo da nova tecnologia de pigmentação.
Dentre as citadas, o poliocromo e o verniz tingido, segundo
ele, são as que darão aos automóveis
brilho de altíssima intensidade.
Em relação
às tendências de cores, Kings enfatizou que
o prata continua de maneira expressiva no mercado, podendo
variar as tonalidades e o tingimento da cor. Daqui a três
ou quatro anos vamos acrescentar tons ao prata, que é
uma cor de preferência mundial e, isso, proporcionará
maior interesse pelas cores de um modo geral”, declarou
Kings.
“As pessoas têm
medo de ousar. Mesmo assim, o violeta é uma das cores
que ganhará expressividade, tendo diferentes abordagens
de pintura até 2007”, disse o palestrante,
acrescentando que o designer deve, sempre, pensar nas cores
que estarão nos carros, de modo que a indústria
automotiva tenha tempo de confeccioná-las.
Feitintas
2004
De 15 a 18 de setembro, no Centro de Exposições
Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo-SP
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